Como é viajar na PANDEMIA e o luto [AGO. 2020]

aeroporto de Frankfurt, Alemanha – FRA

É com grande tristeza que escrevo este post. Infelizmente tive que viajar às pressas no meio de uma pandemia. Isso era uma das coisas que eu nunca queria ter que fazer na vida, é sem dúvida uma das tristezas de se viver longe da família. Foi tudo muito rápido e tive que comprar passagens para o Brasil do dia pra noite. Por conta da pandemia os preços estão até razoáveis, mas dependendo da companhia aérea, tipo a KLM, está realmente caríssimo.

Eu fui ao Brasil no final de janeiro, início de fevereiro, o tal vírus já estava rolando por aqui na Europa, mas nada ainda no Brasil, tomei minhas precauções e viajei de máscara e tudo mais. Mas o serviço estava igual, não mudaram praticamente nada, viajei de KLM indo e voltando pelo Rio de Janeiro.

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O Aeroporto de Berlim, Flughafen Schönefeld!

Saímos de Berlim pela manhã, pegamos um transfer no nosso hostel e em 20 minutos chegamos ao Aeroporto de Berlim, o Flughafen Schönefeld no Terminal 2, o da Easyjet, companhia low-cost aqui da Europa! O vôo foi bem rápido, barato e tranquilo. Este aeroporto fica em Brandemburgo, era o antigo aeroporto da Alemanha Oriental. De lá saíam os vôos para os países socialistas na época da divisão da Alemanha. Dizem que até esse ano terminarão um novo aeroporto, o de Berlim Brandemburgo, que utilizará a pista atual do Schönefeld, após sua entrada em operação serão desativados o atual Schönefeld e o Tegel, este possui capacidade para 30 milhões de passageiros por ano e será o maior da Alemanha. A sigla da IATA é a SXF! 
O aeroporto de Schönefeld tem banco, serviço de câmbio, correios, caixas automáticos (ATM), telefones públicos e acesso à Internet Wi-Fi. Dispõe de salas de conferência e reuniões, áreas VIP, entre outros serviços. É também possível encontrar vários restaurantes, cafés e bares, a maioria estão localizados no Terminal A e um par deles nos terminais B e D.



O duty free é bastante grande e com várias opções. O achados e perdidos funciona das 08hs às 22hs, outros serviços importantes que o aeroporto oferece são sala de primeiros socorros e setor para fraldários de bebês, farmácia, agência de viagens, entre outras facilidades. No lobby principal há um serviço de informações turísticas e gerais. Como no vôo de Paris para Madri, fomos de easyjet e o serviço além de barato é impecável, uma das melhores nesse tipo de vôo, levamos as nossas mochilas no porão e como já tínhamos feito o check-in antecipado não pagamos pela mala, nesse quesito a easyjet é imbátivel comparada a Ryanair!






O aeroporto tem boa disponibilidade de estacionamento de curta e longa estadia, e estão localizados no lado oposto aos terminais B e D. Tarifas para curto prazo: 10€ a primeira hora, e depois 2,50€ a cada 15 minutos e 60€ a diária; para longo prazo: 2,50€ a primeira hora, 21€ a diária e 89€ a semana. 

Há espaços reservados para deficientes. Infelizmente não utilizamos o serviço de trens, mas dizem que é acessível e bastante barato, o Regional-Express (RE) é o meio mais rápido para chegar ao centro da cidade e parte a cada 30 minutos com várias paradas no centro de Berlim tais como: Ostbahnhof, Alexanderplatz (23 minutos), Friedrichstraße, Hauptbahnhof (29 minutos) e Zoologischer Garten (36 minutos).

Como já estávamos na Europa, não precisamos fazer nenhum tipo de imigração na Holanda, mas posso dizer que esse foi um dos aeroportos mais chatos e rigorosos com relação à checagem de bagagem e detector de metais, vi várias pessoas levando bronca, talvez seja o jeitinho alemão!
De lá paramos no próximo aeroporto da lista, o de Schipol, em Amsterdã!

East Side Gallery, o Muro de Berlim!



O Muro de Berlim ou o Berliner Mauer era uma barreira física, construída pela República Democrática Alemã, a Alemanha Oriental durante a Guerra Fria, que circundava toda a Berlim Ocidental, separando-a da Alemanha Oriental, incluindo Berlim Oriental. Este muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes: República Federal da Alemanha, a RFA, que era constituído pelos países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos; e a República Democrática Alemã, a RDA, constituído pelos países socialistas simpatizantes do regime soviético. Construído na madrugada de 13 de Agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Este muro era patrulhado por militares da Alemanha Oriental com ordens de atirar para matar, a célebre Schießbefehl ou “Ordem 101” aos que tentassem escapar, o que provocou a morte a 80 pessoas identificadas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas.
Indico dois programas que vi esses dias, foi um documentário sobre a queda do muro que me impactou bastante, em inglês, Rise and Fall of The Berlin Wall, além disso, o divertidíssimo Good Bye Lênin que mostra como as pessoas viviam na parte Oriental! 



A distinta e muito mais longa fronteira interna alemã demarcava a fronteira entre a Alemanha Oriental e a Alemanha Ocidental. Ambas as fronteiras passaram a simbolizar a chamada “cortina de ferro” entre a Europa Ocidental e o Bloco de Leste. Antes da construção do Muro, 3,5 milhões de alemães orientais tinham evitado as restrições de emigração do Leste e fugiram para a Alemanha Ocidental, muitos ao longo da fronteira entre Berlim Oriental e Ocidental. 
Durante sua existência, entre 1961 e 1989, o Muro quase parou todos os movimentos de emigração e separou a Alemanha Oriental de Berlim Ocidental por mais de um quarto de século.




Durante uma onda revolucionária que varreu o Bloco de Leste, o governo da Alemanha Oriental anunciou em 9 de novembro de 1989, após várias semanas de distúrbios civis, que todos os cidadãos da RDA poderiam visitar a Alemanha Ocidental e Berlim Ocidental. Multidões de alemães orientais subiram e atravessaram o Muro, juntando-se aos alemães ocidentais do outro lado, em uma atmosfera de celebração. Ao longo das semanas seguintes, partes do Muro foram destruídas por um público eufórico e por caçadores de souvenirs. Mais tarde, equipamentos industriais foram usados para remover quase o todo da estrutura. A queda do Muro de Berlim abriu o caminho para a reunificação alemã que foi formalmente celebrada em 3 de outubro de 1990. Muitos apontam este momento também como o fim da Guerra Fria. 
O governo de Berlim incentiva a visita do muro derrubado, tendo preparado a reconstrução de trechos do muro. Além da reconstrução de alguns trechos, está marcado no chão o percurso que o muro fazia quando estava erguido.








Os cidadãos da RDA foram recebidos com grande euforia em Berlim Ocidental. Muitas boates perto do Muro espontaneamente serviram cerveja gratuita, houve uma grande celebração na Rua Kurfürstendamm, e pessoas que nunca se tinham visto antes cumprimentavam-se. Cidadãos de Berlim Ocidental subiram o muro e passaram para as Portas de Brandenburgo, que até então não eram acessíveis aos ocidentais. O Bundestag interrompeu as discussões sobre o orçamento, e os deputados espontaneamente cantaram o hino nacional da Alemanha. O Muro de Berlim começou a ser derrubado na noite de 9 de Novembro de 1989 depois de 28 anos de existência. O evento é conhecido como a queda do muro. Antes da sua queda, houve grandes manifestações em que, entre outras coisas, se pedia a liberdade de viajar. 


Hoje, no East Side Gallery, funciona uma galeria de arte ao ar livre situada neste mesmo muro que foi em parte derrubado, é uma seção de 1,316 metros, no lado leste do antigo muro que foi preservado da demolição, está bem próximo ao centro, na rua Muhlenstrabe em Friedrichsain-Kreuzberg ao longo das margens do Rio Spree, é a galeria de arte ao ar livre de maior duração, porém pode estar com seus dias contados. A galeria possui mais de 100 pinturas de artistas do mundo inteiro, iniciadas em 1990, esta foi fundada após a fusão de duas associações de artistas alemães, a VBK e a BBK.

A festa dos alemães foi um marco para o país, afinal depois de tanto tempo eles puderam se encontrar, e vivenciar o país em uma só nação, famílias foram reunidas e aí sim começou a reconstrução da Alemanha pós-guerra! Visitar o Muro é sem dúvida uma grande experiência, você analisa a vida de como as pessoas viviam naquela época e como a liberdade é um bem precioso nos dias de hoje.

A Alemanha é um país fantástico e Berlim é uma cidade que merece ser visitada muitas e muitas vezes. É difícil não fazer um post tão explicativo e histórico sobre o muro, pois é uma das partes mais importantes da história alemã.
A nossa próxima parada é a Holanda, e voamos de easyjet para a capital Amsterdã!

Checkpoint Charlie!


Outro ponto batido de Berlim! Programa próprio pra turista! Checkpoint Charlie foi o nome dado pelos aliados a um posto militar entre a Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental durante a Guerra Fria. Havia dois outros postos militares localizados na direção ocidental da auto-estrada “Autobahn” onde se localizava o Checkpoint Charlie: o Checkpoint Alpha, em Helmstedt, e o Checkpoint Bravo em Dreilinden, no sudoeste de Wannsee, cada nome indicando uma letra do alfabeto (Alpha a letra A, Bravo a letra B e Charlie a letra C) de acordo com o alfabeto fonético da OTAN. Havia muitos outros postos militares em Berlim, o Checkpoint Charlie foi projetado como um simples posto militar para passagem de estrangeiros e membros das Forças Aliadas da Alemanha Ocidental para a Alemanha Oriental. Os membros das forças aliadas não tinham permissão para utilizar outra passagem designada para estrangeiros, como a estação de trem Friedrichstraße.



Os Soviéticos simplesmente o chamava de Posto de Passagem da Friedrichstraße. Os Alemães Orientais referiam ao Checkpoint Charlie oficialmente como Grenzübergangsstelle “Posto de Passagem da Fronteira” Friedrich-/Zimmerstraße.
Checkpoint Charlie se tornou um símbolo da Guerra Fria, representando a separação do leste e oeste, e para alguns alemães orientais uma estrada para a liberdade. 













O checkpoint era curiosamente assimétrico durante seus 27 anos de atividade, a infraestrutura do lado oriental foi expandida, não apenas para incluir o muro, torre de observação e barreiras em ziguezague, mas também varias ruas onde carros e seus ocupantes eram revistados. Entretanto, as autoridades americanas, talvez por não imaginarem que aquela divisão fosse algo mais do que algo temporário, nunca construiu prédios permanentes, erguendo apenas cabines de madeira, os quais foram substituídas em 1980 por estruturas de metais exibidos hoje no Museu Aliado na Berlim Ocidental.

Após a reunificação, uma reprodução dessas cabines de madeira foi recolocada no local onde ficava a cabine original, ali próximo vários homens ficam vestidos como soldados tentando tirar algum dinheiro com cartões comemorativos, fitinhas e outras tranqueiras, vale da pessoa querer ajudar ou não. Como já comentei um filme muito bacana e que mostra a realidade das pessoas nessa época é Der Tunnel, o Túnel, vale muito a pena ver. O último post de Berlim será sobre a maior extensão do muro, o famoso East Side Gallery, felizmente ainda existe algumas partes do muro espalhadas pela cidade.

Topografia do Terror!


Um dos melhores museus que já tive a oportunidade de visitar. 
Nesse dia uma excursão de alunos estava tendo aula em loco sobre o uso repressivo da SS alemã! A Topografia do Terror é um museu, um tipo de memorial que existe em Berlim e que documenta e mostra os horrores praticados pelos nazistas, mostrando às gerações atuais e futuras tudo o que aconteceu e não deixando assim que estes crimes e atrocidades caiam no esquecimento. O local fica em um lugar realmente propício, ao lado da sede da polícia secreta, a Gestapo, incluindo as celas, da SS “Schutzstaffel” e das demais instituições que faziam parte do aparato de terror dos nazistas. Neste local foram planejados e gerenciados os crimes cometidos pelos nazistas. Os prédios que abrigavam estas instituições repressoras nazistas foram praticamente destruídos por bombardeios durante a guerra e suas ruínas demolidas após a guerra. 



Com a divisão da cidade em setores, a fronteira do setor americano com o soviético ficava exatamente ao longo desta rua onde se encontravam estes prédios e mais tarde passava por ali também o muro de Berlim. 
O Centro de Documentação abriga a exposição “Topografia do Terror: Sede da Gestapo, SS e Segurança do Império nas ruas Wilhelmstraße e Prinz-Albrecht-Straße”. 

















O foco da exposição é a ação da polícia secreta e da SS durante o regime nazista e os crimes e atrocidades cometidos por eles não somente na Alemanha, mas pela Europa. São muitos painéis com informações e fotos históricas que mostram a chegada dos nazistas ao poder, a criação destas organizações, o crescimento, a expansão nazistas pela Europa e o rastro de terror e sofrimento deixado por estas pessoas. Os textos das exposições são disponíveis em alemão e inglês.


A exposição mostra o cenário político da época que levou Hitler ao poder, como era a política e estratégias de propaganda do regime, as ações gradativas de perseguição aos judeus e que culminaram com a exterminação em massa, os nomes das principais autoridades envolvidas na perseguição aos judeus, assim como a perseguição a outras minorias. 
A Topografia do Terror é um local que merece ser visitado sem dúvida, fica próximo ao Checkpoint Charlie e a Potsdamer Platz, a entrada é gratuita, aberta diariamente das 10hs às 20hs, no inverno o horário muda. 

Endereço: Niederkirchnerstrasse 8, 10963 Berlim.
Como Chegar: U-Bahn: Linha U6, estação Kochstrasse; Linha U2, estação Potsdamer Platz.
S- Bahn: Linhas S1, S2 e S25, estação Potsdamer Platz ou estação Anhalter Bahnhof.

A Catedral, o Parlamento e o Portão de Brandemburgo!



No segundo dia por Berlim fomos até a região da Ilha dos Museus, da Catedral de Berlim, além do Portão e Parlamento alemão. Infelizmente a Catedral estava fechada, mas conseguimos visitá-la depois, sem dúvida é uma das mais bonitas que já vi. A Berliner Dom ou a Catedral de Berlim foi construída entre 1895 e 1905, é vizinha ao Lustgarten e do Berliner Stadtschloss “sede do governo municipal de Berlim”. O Parlamento é grandioso, o famoso Reichstag é o nome do prédio onde o parlamento federal da Alemanha “Bundestag” exerce suas funções, fica no distrito de Mitte. Com a transferência do governo alemão de Bonn para Berlim, o prédio foi reinaugurado em 19 de abril de 1999 como sede do Parlamento. Nos seus mais de cem anos de história, o prédio do Reichstag foi a sede de governo em duas guerras. Em 1992 foi decido que o Reichstag deveria ser reconstruído e escolheu-se então o projecto de Norman Foster.



Em 1995, o casal de artistas Christo e Jeanne-Claude atraiu milhões de visitantes ao cobrir o prédio inteiro. A reconstrução foi um sucesso, especialmente pela reconstrução da cúpula com referência à cúpula original de 1894. Esta é uma das melhores atrações para os turistas pois ela é aberta à visitação; dela se tem uma vista impressionante da cidade e do plenário do parlamento. Na imponente fachada, acima do pórtico de entrada, está escrita a frase “Dem deutschen Volke” – “Ao povo Alemão”, gravada lá desde 1916.

























O Portão de Brandemburgo, o Brandenburger Tor, é um dos símbolos principais da cidade de Berlim, é o único remanescente de uma série de outras entradas de Berlim, termina na monumental avenida “Unter den Linden” que dá acesso à residência real. Sua construção foi ordenada pelo rei prussiano Frederico Guilherme II e executada pelo arquitecto Carl Gotthard Langhans. Construída no estilo neoclássico no projecto de Carl Gotthard Langhans, possui doze colunas dóricas de estilo grego. Sendo seis de cada lado. Há cinco vãos centrais por onde passam cinco estradas. Sobre o arco está a “quadriga” (estátua da deusa grega Irene – deusa da paz, em uma biga puxada por quatro cavalos). 
O engraçado é que eu achei o portão muito pequeno, na lista dos monumentos grandiosos que são pequenos está na mesma escala do Big Ben! 
Pra terminar nossas andanças nos próximos posts falarei mais sobre os museus da cidade! Até!

Praças e a Torre de TV de Berlim!

O que não falta são lugares bacanas pra conhecer em Berlim. As praças, inclusive no inverno é um bom começo, e conhecemos duas das mais famosas, a Alexanderplatz (sempre presente em filmes de ação) e a Potsdamer Platz (muito importante e com pedaços do muro por lá). Outro ponto turístico que desbravamos nesse primeiro dia foi a Torre de TV de Berlin, um dos pontos chaves da cidade na época da ocupação! A  Alexanderplatz é uma praça grande e super movimentada de Berlim, ali está uma das principais estações de metrô da cidade, por onde passam diversas linhas, além de ser também um local com muitas opções para compra. Na Alexanderplatz você pode ver o Urania-Weltzeituhr, um relógio que mostra a hora dos mais diversos fusos horários e a Torre de TV, uma das construções mais altas da Europa e de onde se pode ter uma bela visão de Berlim em 360 graus. Nestas imediações encontra-se também a Rotes Rathaus, que é o prédio da Prefeitura. A Potsdamer Platz é outra importante praça, além de ser a interseção de tráfego no centro de Berlim, está a um quilômetro ao sul do Portão de Brandemburgo e do Reichstag (a sede do parlamento alemão), e próxima ao parque Tiergarten.
Seu nome homenageia a cidade de Potsdam, cerca de 25 km à sudoeste, e marca o ponto onde a velha estrada para Potsdam passava através da muralha da cidade de Berlim no Portão de Potsdam. 



 Após a queda do Muro, a praça foi reconstruída e tornou-se um dos mais reluzentes símbolos da nova Berlim. A Torre de TV, a Berliner Fernsehturm é uma torre de radiodifusão de sinal localizada na Alexanderplatz.

A torre foi construída entre 1965 e 1969 pela República Democrática Alemã, que a usou como símbolo da Berlim governada pela República Democrática Alemã. A torre é facilmente visível de todo o centro e de alguns bairros de Berlim e continua a ser um símbolo da cidade. Devido à sua localização perto da Alexanderplatz, a torre é apelidado de Torre Alex, especialmente por visitantes de Berlim. 















A torre tinha originalmente 365m de altura, mas após a instalação da nova antena em 1990 a altura aumentou para 368m. A Fernsehturm é a quarta maior estrutura sem apoios da Europa, atrás somente da Torre Ostankino, em Moscou, da Torre de TV de Kiev e da Torre de rádio e televisão de Riga. Existe uma plataforma para visitantes e um restaurante giratório no centro da esfera. O restaurante, que gira uma vez a cada vinte minutos, está a poucos metros acima da plataforma. Ela é conhecida entre os melhores pontos turísticos, em Berlim, e recebe cerca de um milhão de visitantes por ano.

O Metrô de Berlim, história por toda a parte

O metrô berlinense além de funcional é impecável, dos que não utilizam catraca pela região é o que mais os funcionários checam o bilhete (mentira, o da Hungria é o pior, os funcionários parecem cães farejadores), vi no mínimo 3 pessoas serem multadas. É meus amigos, eficiência alemã! O Metrô de Berlim ou U-Bahn de Berlim é o sistema de metropolitano da cidade de Berlim, circula em quase toda a cidade de forma subterrânea.
Foi inaugurado em 1902, um dos mais antigos da Europa com 146km e têm atualmente 173 estações. A passagem da U-Bahn vale também para as linhas de S-Bahn, utilizando-se de ônibus, trams e inclusive alguns ferrys boats. 
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O metrô é fácil de usar, ele é um convite a desonestidade pois se paga o bilhete, depois é preciso validá-lo em alguma máquina dentro da própria estação. Os bilhetes unitários custam 2,80 euros e são válidos para qualquer viagem dentro de duas horas de validação, em uma única direção. Não há limites para transferências.
O Tageskarte (bilhete para um dia) custa 7 euros, é válido para infinitas viagens até as 3h da manhã do dia seguinte, ambos compreendem as áreas A e B, áreas mais utilizadas pelos turistas. Maiores informações sobre as demais áreas, verifique no: https://www.berlin.de/en/public-transportation/1772016-2913840-tickets-fares-and-route-maps.en.html . Ouvir dizer que muitos não o pagam, mas é complicado, pois sempre há algum fiscal rondando.
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O sistema foi desenhado para aliviar o tráfego do centro da cidade. Expandiu-se rapidamente até ao final da Segunda Guerra Mundial, quando a cidade estava dividida em dois. A rede permaneceu aberta a passageiros dos dois lados até à construção do Muro de Berlim, que impedia que houvesse qualquer tipo de contato entre as duas partes da cidade. Os alemães do leste eram privados de andar no lado oeste da linha e vice-versa.
O sistema voltou à sua normalidade depois da Queda do Muro de Berlim. A U-Bahn foi melhorada e muitas das estações do lado Oriental tiveram intervenções profundas, pois não eram melhoradas desde 1961. 
As linhas do metrô berlinense vão da U1 até a U9.
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mapa do metrô berlinense.
U1 Verde Uhlandstraße ↔ Warschauer Straße
U2 Vermelho
 Pankow ↔ Ruhleben
U3 Azul Turquesa
 Nollendorfplatz ↔ Krumme Lanke
U4 Amarelo
 Nollendorfplatz ↔ Innsbrucker Platz
U5 Castanho
 Alexanderplatz ↔ Hönow
U55 Hauptbahnhof ↔ Brandenburger Tor
U6 Roxo
 Alt-Tegel ↔ Alt-Mariendorf
U7 Lilás
 Rathaus Spandau ↔ Rudow
U8 Azul
 Wittenau ↔ Hermannstraße
U9 Laranja
 Rathaus Steglitz ↔ Osloer Straße
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Sobre a história do metrô, a Segunda Guerra Mundial danificou e destruiu a maior parte do sistema de metropolitano da cidade. Apesar de tudo, os danos foram rapidamente reparados.  A nova crise que afetou a rede foi quando da construção do Muro de Berlim em 1961, que separava fisicamente as duas metades de Berlim.
A U-Bahn foi expandida no lado Ocidental durante a Guerra Fria. A U9 abriu em 1961, circulando de Norte para Sul sem passar para o lado Oriental do muro. A U7 ligava Rudow no Sudoeste a Spandau no lado Oeste. As linhas U6 e U8 também foram aumentadas. Só a linha U5, no lado oriental de Berlim, foi alargada.
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Depois da queda do Muro de Berlim, a rede foi novamente unida. Desde então, algumas linhas foram expandidas com o intuito de criar ligações com as restantes redes de transportes públicos, nomeadamente a S-Bahn de Berlim.
A expansão da Linha 5 ocorreu e se denomina-se U55 que já foi construída. 
Próximos posts mais sobre os pontos turísticos da cidade como as praças, a Torre de TV, o Parlamento Alemão, além dos Museus, Topografia do Terror, Checkpoint Charlie e o East Side Gallery no Muro de Berlim! Até!

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O Hostel de Berlim!


Plus Berlin!
Posso dizer que esse é sem dúvida o hostel TOP da viagem! Ainda não sei se é mesmo um hotel ou hostel, mas o serviço é impecável! 
O Hostel fica na parte oriental da cidade próximo ao muro de Berlim e à estação de metrô, fácil acesso com S-Bahn e U-Bahn a poucos metros, além de um supermercado na porta! Eles têm um serviço de hotel mesmo, mas com um preço muito bom, se comprado antecipado então, algumas diárias saem como 10€! Ficamos por ali uns 5 dias e não nos arrependemos.
O Hostel: Este Hotel-Hostel, sem dúvida, é um dos melhores de Berlim para os viajantes que não desejam esbanjar. Não há reclamações. Os atendentes são simpáticos e falam inglês, português, italiano e francês, além do alemão. Está próximo ao trem e ao metrô. Há vários mercados e restaurantes pela redondeza. Fica próximo, quase em cima, da East Side Gallery. 







É confortável, na primeira vez ficamos em um quarto de quatro feminino, e na última vez optamos por um de casal! O lugar tem uma história incrível, foi uma escola de costura na época da primeira guerra, é um prédio enorme e de construção e arquitetura comunista.
O hostel conta com atendentes muito atenciosos, piscina, sauna, quadra, restaurante e balada dentro do hostel. O táxi que eles nos ofereceram ao aeroporto foi perfeito, bastante em conta e muito rápido! 

O Café da Manhã: Pagamos algo em torno de 5 e foi um dos melhores, mas não o melhor café de toda a viagem, eles servem o café em um bar, algumas opções, mas tudo muito bem feito e é possível repetir caso queira, os cozinheiros oferecem comidas quentes e nos balções está disponível comer uma variedade de frios e pães, além de sucos, chás e cafés (argh)!







A localização e como chegar:  Ótima, próximo ao muro, o East Side Gallery e alguns pontos turísticos e fizemos vários passeios a pé, inclusive o Walking Tour. No primeiro dia não pegamos neve, portanto foi mais tranquilo andar pelas redondezas, depois com a neve sair era um desespero. Metrô na porta ao lado de um gigante LIDL.


Endereço:
Warschauer Platz 6, 10245 Berlim, Alemanha (Friedrichshain)
Para saber mais informações e reviews do hostel é só ir até o trip advisor: http://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g187323-d1556633-Reviews-PLUS_Berlin-Berlin.html

Berlim!

Depois de uma semana trabalhosa e com muita Copa do Mundo, volto com os posts do Mochilão Europa. Tá aqui um lugar que todo viajante adora! Berlim é daquelas capitais que você quer voltar sempre, inclusive no inverno! Ficamos na cidade uns 5 dias e já planejamos uma volta, de preferência no verão! 
Berlim é a capital da Alemanha e de seus 16 estados, ela também já foi a capital do Reino da Prússia, do Império Alemão, da República de Weimar e do Terceiro Reich. Como a maioria já sabe, depois da Segunda Guerra Mundial, a cidade foi dividida em Berlim Oriental e Berlim Ocidental e cercada pelo já famoso Muro de Berlim. De um lado a capital ocidental Bonn e do outro a capital oriental Berlin.
Berlim é uma cidade global e um dos mais influentes centros mundiais de cultura, política, mídia e ciência. 
Sua economia é baseada principalmente no setor de serviços, abrangendo uma variada gama de indústrias criativas, as corporações de mídia e locais de convenções. 
Berlim também serve como um hub continental para o transporte aéreo e ferroviário. 
Exemplos como o gigante aeroporto de Berlim e as várias estações de trem da Bahn espalhadas pelo país.



Em 30 de Janeiro de 1933, Adolf Hitler foi nomeado chanceler. Hitler desejava demolir e reconstruir Berlim, no projeto conhecido como Welthauptstadt Germania, o arquiteto proposto para esta nova cidade foi Albert Speer, porém o projeto nunca seria finalizado. Em 1939 com a invasão da Polônia, iniciava-se a Segunda Guerra Mundial que se estenderia até 1945, altura em que a Alemanha perde a contenda e Berlim é invadida pelo exército Vermelho. A partir de 1940, Berlim sofreu inúmeros bombardeios, especialmente no último ano da guerra, tendo a maioria dos edifícios ficado em ruínas.




Após o fim da guerra, as tropas americanas, britânicas, francesas e soviéticas, reunidas em Potsdam, dividem a cidade em quatro setores. Berlim viu-se no centro da Guerra Fria e foi a protagonista de uma de suas maiores crises, conhecida como o Bloqueio de Berlim, desencadeada quando a União Soviética interrompeu o acesso ferroviário e rodoviário às zonas de ocupação americana, britânica e francesa. A crise arrefeceu ao ficar claro que a URSS não agiria para impedir a ponte aérea de alimentos e outros gêneros organizada e operada pelas três potências ocidentais (EUA, Reino Unido e França).


























Em 1949 nasce, nos territórios controlados pelos soviéticos, a República Democrática Alemã, tendo por capital a zona oriental de Berlim. Os setores restantes de Berlim ficam dentro do território da RDA. Para evitar a fuga dos berlinenses para os setores ocidentais, o governo comunista construiu, em 1961, o muro de Berlim muro com cerca de 150 km de extensão, envolvendo os distritos restantes. 
Quem tentasse ultrapassá-lo era imediatamente morto. Dois filmes são ótimos para que se veja como os berlinenses viviam naquela época, O Tunnel e Good Bye Lênin!

A partir de 1989, as mudanças políticas que ocorrem na Europa Oriental levaram à queda do muro de Berlim e à abertura das fronteiras entre a RDA e o restante do território da Alemanha (RFA). Em 1990, a Alemanha reunifica-se e Berlim volta a ser a capital, depois de Bonn ter sido capital provisória da parte ocidental da Alemanha desde os finais da Segunda Guerra Mundial. 

Alguns dos principais pontos turísticos da capital e que merecem ser conhecidos:

Palácios e parques de Potsdam e Berlim
Estação Central de Berlim (Berlin Hauptbahnhof)
Torre de rádio Berlim (Berliner Funkturm)
Torre de televisão Berlim (Berliner Fernsehturm)
Unter den Linden e Portão de Brandemburgo (Brandenburger Tor)
Reichstag (Parlamento Federal)
Checkpoint Charlie e o que resta do Muro de Berlim
Ilha dos Museus (Museumsinsel)
Catedral de Berlim (Berliner Dom)


Mesmo no inverno conseguimos visitar quase todos os pontos turísticos, não deixe de fazer o imperdível Walking tour, todos os dias às 11hs e 13hs, essa é uma cidade que merece ser visitada sempre, na próxima vez queremos visitar Potsdam, a cidade dos Imperadores e o centro de concentração próximo à cidade, o tenebroso Sachsenhausen Camp Memorial! 

Logo, logo mais sobre Berlim e seus pontos turísticos!

Fim do Mochilão 2013!

Pois é, uma hora tinha que acabar não é?!! A viagem acabou, mas a preparação para próxima já está em andamento!! A viagem foi espetacular, incrível, sem dúvida um grande sucesso, ainda tenho várias coisas pra postar e o farei assim que tenha tempo disponível!! Tirei realmente muitas fotos e ainda postarei algumas por aqui, a quem interessar colocarei ainda algumas informações sobre os gastos, o trajeto e o roteiro, obrigada por quem acompanhou e me enviou mensagens no Facebook, Twitter e no Instagram, agradeço pelas palavras de carinho. Gracias y hasta pronto!!

Tudo acontece em Berlim

Hoje foi um desses dias que tive uma incrível aula de história!! Um dos temas que mais me fascinam sem dúvida é sobre a Segunda Guerra. Depois de ir aos Museus em Londres, França, Hungria e Viena, chegou a vez de Berlim. Aos amantes de história, não deixem de visitar o Topografia do Terror, além de gratuito conta praticamente tudo sobre os soldados de Hitler. Algumas fotos que tirei hoje tanto no museu quanto nessa manhã congelante por Berlim.
A foto clássica do beijo no Muro de Berlim, mais partes do muro próximo ao Checkpoint Charlie, e algumas do museu Topografia do Terror!

Fotos de Berlim!

Pra não perder o costume algumas fotos que tirei ontem e hoje por Berlim. É impossível não comparar Viena com a cidade, afinal uma faz referência à outra. Duas cidades que estão no meu coração!! Apaixonados por história vão amar essa cidade. Infelizmente hoje começou a nevar e muito, mas ontem estava tudo tão verdinho e visível!! Hoje está tudo branquinho e frio. Ninguém mandou viajar no inverno, agora é agüentar!! Algumas fotos do muro (sempre ele), East Side Gallery, prédios da parte oriental, o Hotel/Hostel Plus Berlim, a Potsdamer Platz, mais partes do muro, o Relógio próximo à Torre de TV, o Brandenburguer Tor, a Praça 18 de Março e outra parte do Berliner Mauer!

Mochilas e Afins, Mochilão Europa!



Como no ano passado, mais uma vez um post sobre a minha mochila, sem dúvida uma das coisas importantes na viagem. Como eu já disse antes, foi lá pela terceira viagem que comecei a ter noção de como arrumar a bendita. Até hoje uso a mesma mochila, uma Trilhas & Rumos cargueira de 75 litros a coitada já tá velhinha, mas ainda dá pro gasto e pra muitas viagens, sem contar que a cada ano tem mais e mais bandeiras e insígnias. É uma ótima mochila, tem uma abertura frontal e na parte superior. Como no começo do ano, diminuí ao máximo o que levo na viagem, e na pesagem tenho até o momento 12 kgs. Tentei tirar muita coisa ainda, mas como é inverno fica complicado.
Começo do ano viajamos no verão aqui no hemisfério sul, agora vamos para o inverno rigoroso no hemisfério norte. Portanto, luvas, cachecóis, roupas de frio, isso tudo estufa e muito a mochila. Como a maioria das minhas roupas de frio estão na Inglaterra a minha mochila vai ficar muito mais pesada.

Sobre a documentação, sempre carrego uma pastinha na mochila, com cópias dos documentos, das reservas e passagens. Sempre carrego meu guia, chocolates e um caderno de anotação. Sobre a bagagem como já disse tenho uma mochila cargueira, além dessa é bom ter uma pequena de ataque, resistente para os passeios, além de uma capa pra proteger a mochila, cadeados e etiquetas para identificação. Algumas das roupas que sempre levo nas viagens, como já disse a cada viagem levo o menos possível de roupas.

Vestuário Feminino no Inverno
Levo em média 2 calças jeans, boas para caminhar e para sair à noite, além de 2 meia calças de lãs.
De 2 a 3 calças leggings, de malha pois são melhores para caminhadas.
1 calça de moletom para dormir e camisetas com mangas. 
Uma jaqueta de couro, além de 2 blusas de frio e um fleece sem mangas.
1 sobretudo.
2 ou 3 camisetas com mangas.
1 vestido pra sair à noite.
1 par de havaianas para tomar banho.
1 tênis estilo bull terrier ou timberland.
1 tênis estilo all star.
1 cinto.
2 toucas para se proteger do vento e frio.
Vários cachecóis e pares de luvas.
Algumas meias e calcinhas (em torno 10 a 15).

Outros Acessórios e Higiene
Cadeados para os lockers em albergues, money belt, canetas, calculadora, celular com armazenamento para mais de 1000 músicas, iphone, máquina fotográfica, chips de memória e pen drives, carregador de bateria, celular, 1 caneta, guia de viagem, agenda para anotações e diário (meu scrapbook), 1 livro. Além de kit costura com agulha e linha, carteira para cartões e sacos plásticos (pra colocar as roupas sujas).

3 Nécessaires (maquiagem, acessórios e higiene).
Desodorante
Toalha de banho (aquelas que secam rápido).
Pasta de dente, escova de dente e fio dental
Escova e pente fino
Chapinha e reparador de pontas
Maquiagem portátil
Protetor Solar e labial.
Cortador de unha, palitos para unha, lixa e esmaltes.
Lenços umedecidos e lenços de papel
Band-aid e esparadrapo
Remédios (dorflex, sinusite, paracetamol, eno, dramin)
1 Óculos de sol.

E a gente viaja amanhã.
Até!