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2ª Biena do Livro de Brasília!



Sempre participei da Feira do Livro de Brasília, afinal para o estudante de Letras é uma das poucas oportunidades de comprar livros mais baratos, usados e conhecer novos títulos! A Feira sempre acontecia no shopping Pátio Brasil, a partir de 2012 eles mudaram para a Bienal do Livro, algo bem maior e com ótimas atrações, ano passado não me lembro de ter acontecido a Bienal em Brasília, fui na 1ª edição, a do Millôr Fernandes, bem na época que ele faleceu, a desse ano foi bem especial, pois estava presente um dos meus escritores favoritos de todos os tempos, o uruguaio Eduardo Galeano, já o tinha visto uma vez em Montevidéu, mas vê-lo aqui na cidade foi particularmente interessante, como sempre muito simpático e falador! 
Pareciam que os brasileiros o conheciam muito bem, fiquei até espantada, até pouco tempo não se via muitos livros dele por aqui, a maioria dos que tenho comprei ou no Uruguai, Argentina, Chile, França ou Inglaterra, é, eu tenho vários, em torno de 15, só o Veias Abertas são 5, todos em diferentes idiomas! A palestra foi incrível, ainda mais por estar presente o comentarista Lúcio de Castro da ESPN Brasil, seu documentário Memórias de Chumbo nos tempos do Condor é genial, e vê-lo comentando sobre as várias curiosidades e fatos que ele coletou durante o processo foi bem legal! Já vi o filme na ESPN e recomendo bastante pra qualquer estudante de História, Letras ou Humanas! Vale muito a pena!





Além do escritor uruguaio, autor de obras antológicas como As veias abertas da América Latina e a trilogia Memória do Fogo, participaram do Debate, Lúcio de Castro, e os jornalistas Mário Magalhães e Rodrigo Merheb ambos de igual brilhantismo!

*16:00 • DEBATE “Futebol e Ditaduras na América Latina” – Eduardo Galeano (Uruguai), Lúcio de Castro (RJ), Mário Magalhães (RJ) e Rodrigo Merheb (DF) – LOCAL Espaço Bienal – Auditório Nelson Rodrigues


Memórias do Chumbo – O Futebol nos Tempos do Condor, 2012.
Profunda investigação sobre as relações futebol e as ditaduras militares do continente sul-americano nas décadas de 60, 70 e 80 em quatro países: Brasil, Argentina, Chile e Uruguai.
Deep investigation about the relation of soccer and the South American military dictatorships of the 1960’s, 70’s and 80’s in four countries: Brazil, Argentina, Chile and Uruguay.

Roteiro/Script: Lúcio de Castro
Fotografia/Cinematography: Rosemberg Faria, Luiz Ribeiro
Montagem/Editing: Fábio Calamari, Alexandre Valim, Andrei Oliveira
Produção/Production: Lúcio de Castro
Trilha Musical/Music: Fábio Calamari
Arte/Art Design: Stela Spironelli
Elenco/Cast: Luis Alberto Volpe (narração), Carlos Caszely


A Bienal acontece até 21 de abril no centro da capital, próximo ao Museu Nacional de Brasília, ali vai ser ocupado por discussões e palestras sobre livros, literatura e a importância da leitura. A capital é a sede da 2ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura. São mais de dez dias de debates, seminários, shows e apresentações teatrais. Temas como futebol, ditadura e internet serão abordados em diversas oportunidades.

As cortinas da Bienal foram abertas com uma palestra do homenageado internacional dessa edição, o jornalista e escritor Eduardo Galeano. O uruguaio é autor de mais de 40 livros, dentre eles, “As Veias Abertas da América Latina”, no qual faz uma análise da história da região. 





O homenageado nacional deste ano será Ariano Suassuna. Autor de “O Auto da Compadecida” e “A Farsa da Boa Preguiça”, ele é um dos grandes nomes da literatura nacional. 
Outros escritores, nacionais e estrangeiros, também estarão presentes lançando livros ou participando de debates. Alguns dos convidados estrangeiros são a estadunidense Naomi Wolf, o chinês Murong Xuecun, o português Gonçalo Tavares, o moçambicano Mia Couto e o presidente de Gana, John Dramani Mahama, que vai lançar seu livro “Meu Primeiro Golpe de Estado”. Dentre os brasileiros, destaque para Ana Maria Bahiana, lançando seu “Almanaque 1964”, Ruy Castro, Mino Carta e Xico Sá. Da nova geração de ficcionistas brasileiros, também estarão presentes João Paulo Cuenca, Antonio Prata e Daniel Galera.

O visitante da bienal também tem a oportunidade de ver duas exposições. O “Traço do Pasquim no Combate à Ditadura” e “O Brasil nos Tempos de Chumbo” estão abertos para visitação. No ano em que o Brasil completa 50 anos do golpe militar, a bienal também trará diversas reflexões sobre os anos de regime ditatorial vividos pelo País. Seminários, debates e lançamentos de livros estão agendados para os próximos dias.

Ao final de cada dia, o público pode conferir shows de grupos e músicos consagrados, como Ivan Lins, Quarteto em Cy, Plebe Rude e MPB 4.

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